Do Bife à Cavalo ao Bauru

Conheça as histórias dos nomes dos pratos

 

Quando se trata de dar nome para criações culinárias, vale de tudo: desde homenagear parentes ou personalidades até sair-se com algo poético ou engraçado.

Alguns nomes, porém, têm história bem mais complexa do que se imagina. Um pão delicioso como o croissant tem sua origem em uma guerra em que padeiros impediram uma invasão de território. Confira abaixo algumas explicações para o batismo de pratos que todo mundo gosta.

Fonte: Uol

 

 

Felipe Menezes

Bife a Cavalo

O prato é tentador: um belo filé com um ovo frito sobre a carne. O nome engraçado é por conta do formato do ovo: para os antigos, ele lembrava uma sela de montaria em cima de um cavalo. Há quem diga que o apelido era, também, pela velocidade com o qual o prato poderia ser preparado e servido. imagem: Felipe Menezes

Getty Images

Rolinho Primavera

Eles são encontrados em boa parte do continente asiático, com diversos nomes – o que chegou até os brasileiros, via Japão, é o “harumaki” – ou rolinho primavera (“haru”, em japonês, quer dizer primavera). A denominação é por conta dos ingredientes: a receita era uma forma de utilizar os ingredientes típicos da estação mais fresca do ano, em contraste com os vegetais em conserva consumidos no inverno.

imagem: Getty Images

Rodrigo Azevedo

Filé Oswaldo Aranha

O famoso bife alto com alho frito, farofa e batatas portuguesas, muito conhecido da culinária carioca, é uma homenagem ao diplomata gaúcho Oswaldo Aranha (1894-1960). A receita era o pedido preferido de Aranha no restaurante Cosmopolita, no Rio de Janeiro, que ficava ao lado do prédio do então Senado Federal.

imagem: Rodrigo Azevedo

Wikipedia

Bauru

O sanduíche à base de rosbife, tomate, pepino em conserva e mistura de queijos derretidos é uma invenção paulistana. O nome do prato é uma referência ao seu criador, Casimiro Pinto Neto, apelidado de Bauru, sua cidade natal. Os clientes da lanchonete gostaram tanto da invenção que começaram a pedir “um sanduíche que nem o do Bauru” e o nome acabou pegando.

imagem: Wikipedia

Getty Images

Croissant

O pão com formato de meia-lua costuma ser associado com a França, mas sua criação é atribuída a padeiros austríacos – tanto que, em francês, esse tipo de quitute é chamado de “viennoiserie”, em referência à Viena. Diz a lenda que, durante uma guerra na Áustria, padeiros ouviram os inimigos otomanos cavando um túnel e deram o alarme para impedir o ataque. Em comemoração, criou-se um pão em forma de lua crescente (“croissant” em francês), figura que estampava a bandeira do Império Otomano.

imagem: Getty Images

Rodrigo Capote/UOL

Ovos Benedict

A combinação de ovo pochê e lombo canadense servido com molho sobre um muffin pode ter nascido por causa da ressaca. Uma das histórias conta que um cliente do Waldorf Hotel, em Nova York, surgiu com a receita para recobrar as forças após uma noite de bebedeira. Outra versão conta que, na década de 1920, também em Nova York, uma senhora de sobrenome Benedict queixou-se da falta de novidades no menu de seu restaurante preferido e o cozinheiro saiu-se com a receita especial para agradá-la. Verdade ou não, o restaurante Delmonico’s mantém os Ovos Benedict no cardápio desde então e diz ser o verdadeiro inventor da receita.

imagem: Rodrigo Capote/UOL

Divulgação

 

 Dedo Aberto

O nome deste doce de origem árabe é bem assustador, mas faz sentido quando você o vê: trata-se de um canudo de massa folhada cortado ao meio para que o recheio apareça. Na mesma linha de raciocínio, a culinária árabe tem os Dedos de Noiva (mais delicados e sem cortes) e os Ninhos, doces com macarrão tipo cabelo de anjo que se assemelham a ninhos de pássaros.

imagem: Divulgação

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